sábado, 1 de junho de 2019

Religião leiga, filosofia e poesia neste blogue

Nosso padre ordenou que eu não falasse nem sobre religião como leigo e nem filosofia. Quanto a poesia não negou, assim posso escrever poemas. Agora, com este comunicado, estou ciente, e ao mesmo tempo tive alta do tratamento do meu transtorno de ansiedade, e assim posso estar consciente pra estar ciente desta proibição, adequadamente.

A escolha - poema

Não queira me proteger Se seu amor for selvagem. Mas nos acolhamos Para nos protegermos e lutarmos juntos Se o seu amor for bom. Porque o amor Ou é altruísta Ou é egoísta. Eu te amo porque eu me amo Da forma benigna. E não te amo da forma vil. Todo esta dor e tristeza Não me fizeram infeliz e sem paz, Mas deixaram como nunca Meu coração o mais belo e sereno Para ti. Há aquele que quer o bem do outro Para si. E outro que quer o bem Para o outro. Ninguém serve a dois Senhores. Há os que vivem enfim p Para a felicidade efêmera desta terra E depois aqui ficarão embaixo. E outros que vivem para o depois, Que irão para cima, Para o tesouro do eterno e verdadeiro Lar.

Quem - prosa poética

Quem são estas pessoas, atrás dos seus olhares, das suas imagens e fotos, que Senhores seguem, quem é seu Mestre, qual seu caráter, qual sua substância e essência através das suas ações, boas e más, suas qualidades e defeitos, sua felicidade ou infelicidade, dentre alegrias e tristezas, amores e sofrimentos; que ou rumam e peregrinam para cima ou estão à deriva e errantes nesta terra e cairão no abismo. Quem realmente são, e do que verdadeiramente são feitos estes corações, que nos acompanham, cada um de um certo modo singular, um tempo ou até o fim aqui? É o seu brilho da sua alma nos teus olhos, é o seu mistério de dentro que desabrocha e se revela na sua voz e no seu agir.

quarta-feira, 22 de maio de 2019

Sobre o religioso leigo - complemento ao ensaio anterior

Eu mesmo, ou qualquer pessoa, como religioso leigo tem e pode ter o direito de ter sua crença, pensamento religioso e a respectiva expressão, considerando que também procure cumprir e de fato cumpra os deveres, obrigatórios, para tanto, como o direito natural e positivo, a correta adequação e os bons costumes. Geralmente fala com propriedade na sua condição e estado próprios, ou seja, é correto que um leigo fale como um leigo religioso, um padre como um padre e um teólogo como um teólogo. Às vezes, entretanto, um leigo religioso pode realmente falar genuinamente como um padre ou um teólogo, mas pela força de suas ideias e pelo valor de suas ações; e não pela presunção e pela arrogância. Contudo, apesar de ser menos frequente, é possivel que um leigo religioso tenha mais razão que um padre ou teólogo, desde que o primeiro esteja com a sabedoria e a inteligência e os últimos estejam equivocados. Este caso é delicado, pois é similar ao do juiz errado que será somente julgado, e punido, pelo Juiz dos juízes, Nosso Senhor Jesus Cristo, não aqui, mas no Juízo Final.________ A minha situação na poesia é semelhante, mas eu não sou um leigo leitor e nem um crítico estudioso, sou um autor iniciante, seja pequeno ou grande. Outra coisa que eu não falei adequadamente na confusão do ano passado, que eu suspeitei que eu estava com transtorno de ansiedade (especificamente e com a definição médica), e depois o médico comunicou que eu realmente estava (e é o médico que dá o diagnóstico médico, caso similar e análogo ao leigo religioso, o padre e o teólogo), é que estas publicações são voltadas ao pequena grupo dos meus amigos, que em geral são católicos ou tem a marca indelével do batismo, e que eu imprudentemente deixei de fazer a observação necessária que estas reflexões católicas são voltadas e presumidas para católicos, juntamente ao direito e dever relacionados a sua expressão e correta publicação. _________ Por fim, devo dizer que a minha condição real é muito específica: tenho grande inteligência para algumas coisas e uma falta e inaptidão para outras, como uma espécie de senso social, análogo ao senso de realidade. Às vezes eu mesmo me espanto ou me assusto pois me analisando (tenho uma memória razoável e gosto muito de ouvir as mesmas lindas músicas centenas e milhares de vezes, pensando e descobrindo outros dez mil detalhes e associações; minha cabeça é bem diferente, gosto de lembrar de excelentes conversas e inventar mil e uma variações, de onde crio muitos versos, mas que fariam uma pessoa comum enlouquecer ou querer se matar, ou a pessoa não ia entender e ia era morrer de tédio, haha, mas pra mim, considerando a comum e recorrente pobreza e banalidade que é frequente neste mundo é um prazer e alegria solitários muito grandes; e este é por si próprio um exemplo do que estou a falar) porque falo umas bobagens e grandes ingenuidades, como ia falando, que me espantam. Com uns contextos inadequados ou que estão somente no meu pensamento; assim embora possam ser brilhantes e excelentes em uma questão teórica, das muitas que admiro, mas que para o interlocutor real e imediato com quem eu estou falando como eu estando sonâmbulo (na verdade estou comversando com um amigo mais importante na minha cabeça), às vezes assusta muito a pessoa com quem estou conversando concretamente e distraído. O problema é que esta pessoa não está há alguns anos ou décadas pensando esta mesma coisa e questão, mas eu estou; aí pra mim é algo estupendo e pro meu amigo, algo estúpido. Além disso, às vezes eu mesmo tenho um pensamento genial e original sobre algum assunto ou área, e nessas vezes, mesmo com especialistas, muitas vezes as pessoas não entendem minhas ideias. E se associam alguma besteira que falei há pouco ou há tempos, mas que se destacou, é facil eu cair no descrédito, apesar de ter descoberto algo valioso. Nesses casos, depois encontro um grande do assunto, que falou algo maior, ou menor, da questão em si, mas, como não tenho titulação e sou um desconhecido, continuo no mesmo descrédito. Nesse particular, um belo dia gostaria de que reconhecidos autores lessem meu livro e ouvissem minhas ideias, mas acho que vou ter que conseguir ter ido ao Céu, e lá conversar, pois estes meus professores e amigos de trabalho intelectual e poético são autores de grandes livros e estão todos falecidos aqui. E os que fazem sucesso hoje não me parecem nada mais do que meias-tigelas. Bom, mas não tem problema. Quero muito conseguir ir ao Céu e é minha primeira prioridade que vale o sacrifício de casar e namorar, e mesmo escrever outro livro de poesia em mais outros onze anos, outros assuntos. Somente no Céu a conversa amiga será interminável. Espero emcontrar minhas ex-namoradas todas (poucas mas grandes amigas) e seus esposos e famílias, meu amigos e meus familiares, além dos queridos amigos escritores, que foram meus professores e hoje são amigos de serviço poético ou filosófico, cujos livros li minha vida toda adulta, quase 30 anos; resumindo tudo isso, sobre o carinho que não diminui, mas aumenta e melhora no tempo e na vida. Preciso finalmente encontrar com Deus e Cristo, literal e realmente, para entender afinal esta imensa odisseia divina e humana.

Imitação de Cristo de Tomás de Kempis

Prosseguindo, ando lendo literatura espiritual. Que silenciem os pequenos e falem os grandes.

Bom senso, filosofia, religião e teologia - ensaio e reflexão pessoal

O bom senso deve estar presente em todos os conhecimentos (teoria) e nas práticas e ações no mundo (responsabilidade e o mundo concreto e real). O objeto da filosofia é a Verdade, o bem e o belo. A religião trata de religar ao verdadeiro Deus e da maneira verdadeira, evitando os falsos modos desse ligar-se, e pode ser falado e vivido no nível de leigos piedosos e no nível mais elevado e difícil próprio aos padres. Em ambos estes casos há o dever do rigor para se ter o direito de tratar do assunto. A teologia é ainda mais difícil e alta, e aos teólogos e aos padres são estritamente necessários dons dados por Deus e exercícios especiais de cada qual. Para ser um filósofo também é preciso ter um dom dado por Deus. E mesmo ser um fiel ou um estudante de filosofia requer dons dados pelo Senhor, e treinamentos adequados, ainda que em graus menores que os citados no início. Devo dizer que não tenho o dom e nem o treino de teologia nem do sacerdócio. E também devo esclarecer que não sou um filósofo no sentido próprio desta palavra. Filósofo significa um grande pensador. Assim, Sócrates e Aristóteles são filósofos. Eu ou qualquer graduado em filosofia somos professores escolares. Se Platão é filósofo, Pelé, Paulo Coelho e Jô Soares não são filósofos. Se os três últimos fossem filósofos, Platão não seria um teórico de tal tipo. (Os últimos e qualquer outra pessoa podem fazer reflexões filosóficas, corretas ou incorretas, mas isso não os define e qualifica como filósofos.) Para ser um professor universitário, tanto de filosofia verdadeira como das filosofias falsas, que reconhecem o verdadeiro Deus e Suas coisas e as doutrinas todas outras que as negam, direta ou indiretamente, para ser um professor doutor é necessário um estudo bem mais longo e árduo que o de um simples professor escolar. E mesmo um modesto professor de filosofia escolar do ensino médio deve ter um rigor, uma retidão e uma responsabilidade específica para ser realmente um professor de filosofia da escola. Ser professor universitário, ou um juiz, ou um governador, por exemplo, é para poucos. Requer necessariamente muito mais preparo, dons, responsabilidade e adequadamene suas remunerações são propriamente mais elevadas. Entretanto quanto mais elevado um cargo ou um assunto, maior é a responsabilidade, e tanto o mérito pelo acerto de trabalhos bem feitos, como a gravidade dos erros, intencionais ou atribuíveis. Nesta terra são os maiores. Mas depois os juízes serão julgados por Deus, bem como os reis deste tempo. Modestamente no meu caso, sou um poeta (de poesia antiga, ou seja, imbuída de intelectualidade e filosofia, e não um autor de jogos de palavras com algum sentimentalismo e vago colorido que representam quase toda a poesia moderna, contemporânea e atual) e professor de filosofia escolar, que escreve um blogue com estas especificidades e responsabilidades, e além disso, tenho problemas psicológicos, o que me restringe a atuação de professor escolar e de autor de blogue, e adequadamente me impede as funções de filósofo, professor universitário e as vidas consagradas de verdadeiros sacerdotes e teólogos. Como paciente portador de psicopatologia, eu ou pessoa qualquer com estes problemas, temos o dever de tratamento médico, de acordo com as possibilidades individuais e sociais, e em termos e condições restritos, temos direito ao trabalho regular, com a devida observância e cumprimento dos deveres. E o bom senso e a honestidade requerem reconhecer, sem a ilusão do liberalismo e dos discursos demagógicos, hoje tão comuns e influentes, nos meios de comunicação, na cultura e na maioria do imaginário das pessoas, que aos portadores destas enfermidades, uma série de cargos sociais são, simplesmente pelo bom senso, impróprios, seja por capacidades requeridas inevitavelmente ou responsabilidades claras e inegáveis.

sábado, 18 de maio de 2019

A escrever: Peregrinos e peregrinação, contra a filosofia do nômade de Gilles Deleuze e Felix Guatarri, ensaio

Retomando a proposta deste blogue poético e filosófico

Gostaria de esclarecer que pretendo voltar aos princípios e a proposta com que criei este blogue, Poetica, que é tratar e apresentar poesia, filosofia e estética. Vou tratar de assuntos relacionados diretamente a estes temas, mas agora evitando comentar sobre teologia, que não é assunto de minha formação. E também sofri da perseguição aos cristãos e católicos, por análises sobre o poder e o "sistema", tendo sido ameaçado diversas vezes de ser "deletado", digamos brevemente. Também não gostaria que este blogue fosse e seja deletado, como de fato já começou a ocorrer contra os cristãos. Não neguei o que disse, mas retirei do ar o que havia publicado, por causa da polêmica que ocorreu. Reconheço que uma ou outra vez fui equivocadamente orgulhoso, e por isto peço perdão, porque nisso estive errado. Além disso, eu não estava bem, e não usei adequadamente o sigilo da literatura sobre as biografias e autobiografias: deveria eu ter abreviado, ou alterado, um pouco mais a identificação das pessoas no meu relato pessoal para proteger a subjetividdade alheia, mas adequadamente podendo contar minha vivência, procedimento regulare aceito nas artes e no direito positivo e social. Devo dizer que estive por tratamento médico, na época, por transtorno de ansiedade e faço parte dos autores que tem problemas e distúrbios psicológicos, em meio a qualidades e defeitos, coisa muito comum nos grandes e pequenos artistas ou intelectuais, de todos os tempos, e ainda mais na modernidade e contemporaneidade. O não me isenta de responsabilidade, ao contrário, devo prestar contas ao público e ao justo, e procurar me corrigir e me remendar.

Duplos e clones - ensaio literário e filosófico

Na literatura há a ideia de duplos, como as cópias, o seres imitados, como Frankestein, imitação de humanos; há diversos exemplos, outros, espantalho que ganha vida, o homem de lata, na estória do Mágico de Oz, que é uma ficção simbólica do ocultismo e da feitiçaria, apesar de ser apresentada para crianças, hoje, claro, de forma disfarçada, como acontece com diversas outros contos infantis. No caso, aqui, ando entediado e fatigado com o lixo espiritual, cultural e artístico da atualidade, de um moderno obsoleto e retrógrado, de princípios e finalidade. Vivemos num mundo de Runner Blade ou do outro filme, Matrix. Mas como metáfora. Pessoas são produzidas hoje, nos países desenvolvidos e nos subdesenvolvidos, para a geração de riqueza para a elite mundial. É o biopoder de Foucault. No meu livro, Lis, expus os principios de uma Existência-poder, que é a simulação da subjetividade e existência humana, na sua diversidade e "diferença", que consiste na minha objeção a filosofia de Deleuze, sua "filosofia da diferença", que ele nomeia de "nomadologia", conhecimento dos atuais nômades modernos, desta modenidade líquida, nos dizeres poéticos, eufemísticos e falsos do sociólogo Zygmunt Bauman. Tanto Foucault, Deleuze e Bauman, o ápice da moda intelectual de hoje, são filósofos manipuladores e que distorcem, não sem elegância, inteligência e muita habilidade, a verdade e a descrição da realidade, para ludibriar as pessoas, e as produzir, a maioria imensa delas, sem saberem, como clones metaforicos; mas reais. No final do filme Blade Runner, o detetive Deckard, vê uma dobradura de um unicórnio, e descobre que ele mesmo é um clone, ele que caçava pelo governo, e aposentava outros clones, os matando. A mídia hoje está espalhando a mensagem subliminar do unicórnio, aos raros esclarecidos, desde um bolo da cafeteria Starbucks, a bichos de pelúcia e quinquilharias para adultos imaturos, adolescentes aborrecentes, de variadas idades, e às pobres crianças maltratadas pela cultura dos últimos séculos. Comprei uma única camisa de razoável qualidade e seu lema era Nineteen Eight Four, citando o título do livro sobre o totalismo futurista de George Orwell, livro e depois filme. Vivemos num mundo admirável, cheio de clones espirituais e culturais. E a tecnocracia pretende literalmente em alguns anos suspender a reprodução natural humana nas famílias e passar a criar a humanidade em laboratórios, pela engenharia genética, como ela mesma anuncia, de forma subliminar e mesmo direta algumas vezes. Com alegria e paz, posso hoje ver com clareza o que intuia incipiamente no meu primeiro livro, a saber, quando afirmei que "talvez a filosofia de Deleuze, sua filosofia do diferente e do nômade, não passasse de romantismo alemão", ou seja, era uma imitação da filosofia romântica de Kant, Goethe e Nietzsche, misturada e confusa, com falsa elegância e feitiçaria simbólica e ocultista, com muito do estilo do Rainer Maria Rilke ensaísta e filósofo. Meu palpite, hoje posso constatar com o catolicismo, e a filosofia genuína, que estava correto. O ideal romântico do eu, do sentimentalismo, do subjetivismo e seu relativismo, foi utilizado para enganar desde o século XVIII) a atualidade intelectual e a consciência social e individual destes últimos tempos da história universal, numa imensa e engenhosa engenharia teórica e prática. Admirável modernidade torpe. De bilhões de almas, incluídos os eruditos e cultos inimigos maiores ( os dos genuínos cristãos) quase ninguém entende mais hoje em dia estas questões com lucidez, clareza e retidão, no meio da confusão e perplexidade dos povos, no falso "ápice do evolução" (a falsa teoria evolucionista, biológica e social. E entretanto estas ideias estão no cerne do que rege e orienta a vida e a realidade do mundo atual e o de sempre: está tudo escrito e registrado, não sem distorções e muitas mentiras, na História Universal e na História das Ideias, que é a filosofia, mãe de todos os conhecimentos e ciências. A teologia é a Rainha do saber, isto posso legitimamente dizer, como poeta e filósofo, humildemente.

sexta-feira, 17 de maio de 2019

O encontro - poema, novos exercícios, M.I.

Era muito bom estar com ela. O tempo cessava seu transcorrer. Não era um sentimento de poder, E que entretanto fazia tudo se realizar Com claridade, nitidez E a genuína realidade. Respirávamos com pleno frescor, Dentro e fora, o coração e a alma, Tudo ficava mais leve, Bondoso e belo. Seu hálito era como o ar leve e perfumado Dos campos silvestres e da manhã. Isto é uma forma de contar Que estávamos puros e verdadeiros. Assim como as crianças brincando e sorrindo, são brilhantes e cristalinas, E como o sol e o céu amanhecendo São a vida renascendo. Da dor da confusão das trevas, Do vazio tenebroso da escuridão, Com a força do coração da vida E do âmago da terra, Juntos, amanhecemos. Fomos uma linda flor de momentos, De estórias e de tempo. As pétalas foram colhidas pelo vento. Mas infelizmente nos separamos. Contudo, Nasceram sementes e fontes Nos peitos separados. Foi assim que descobri Uma das formas Como Deus nos toca. Como uma pétala de Sua Rosa, de mil e mil estórias se abre e desabrocha. Que ela e cada um de nós despertemos para esta Flor. Neste mundo somos uma beleza que morre. Aos que encontrarem o Caminho A Verdade será Revelada Para flores que não perecerão E manhãs que não terminarao. Onde os amigos justos poderão se encontrar, O Tempo e a Beleza deixarão de morrer, Para finalmente voltar Ao Perfeito e o Eterno. De onde tudo veio E onde tudo que somente é bom e puro Se encontrará definitivamente.